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China acelera presença no Brasil: de marketplaces a veículos elétricos

Empresas chinesas ampliam atuação no país, desde o AliExpress que firmou parceria com o Magazine Luiza até a BYD que investe R$ 5,5 bilhões em veículos elétricos, criando novas oportunidades e desafios para sellers.
O que aconteceu
Com o fim da taxa de 20 % sobre importações de até US$ 50, que zerou neste mês, os marketplaces chineses ganharam fôlego no Brasil. O AliExpress, presente há 15 anos, consolidou uma parceria estratégica com o Magazine Luiza, permitindo a troca de catálogos entre as duas plataformas. “O Brasil é um país que oferece muitas oportunidades”, afirma Briza Bueno, diretora‑geral do AliExpress na América Latina.
Na esfera de consumo rápido, a Mixue – rede de sorvetes e bebidas – inaugurou sua primeira loja na Avenida Paulista em abril e anunciou um plano de investimento de R$ 3 bilhões até 2030, com a meta de abrir mil pontos de venda e montar uma fábrica local. No mesmo período, a BYD avançou com R$ 5,5 bilhões investidos no complexo automotivo de Camaçari (BA), onde monta veículos elétricos recebidos semidesmontados da China e já conta com mais de 150 carregadores rápidos, além de preparar o primeiro “Flash Charging” no país.
A plataforma de mobilidade 99, adquirida pela Didi em 2018, também ampliou sua presença: são 85 milhões de usuários ativos, atuação em mais de 4,4 mil cidades e 2,5 milhões de motoristas parceiros. No último ano, a empresa investiu mais de R$ 2 bilhões na expansão da 99Food e na eletromobilidade, embora ainda enfrente desafios de custo, já que uma refeição entregue em São Paulo custa entre R$ 50 e R$ 70, bem acima dos R$ 20 praticados em Xangai.
Em eletrodomésticos, a Midea, com 51 % de participação na joint venture Midea Carrier, consolidou investimentos de R$ 828 milhões em Minas Gerais, incluindo R$ 630 milhões para a fábrica de Pouso Alegre. A diretora de marketing Simone Camargo destaca que o Brasil representa o segundo maior mercado do grupo fora da China.
Dados comparáveis
| Empresa | Investimento (R$) | Estratégia no Brasil |
|---|---|---|
| BYD | 5,5 bilhões | Montagem de veículos elétricos e rede de carregadores |
| Mixue | 3 bilhões | Expansão de lojas, franquias e fábrica de sorvetes |
| Midea | 828 milhões | Produção local de refrigeradores, lavadoras e ar‑condicionado |
O que isso muda pra quem vende
Para os sellers, a ampliação da presença chinesa significa mais concorrência nos marketplaces, mas também a abertura de novos canais de distribuição, como a integração de produtos do AliExpress ao catálogo do Magazine Luiza. A redução da taxa de importação favorece a importação de itens de baixo valor, ampliando o leque de produtos que podem ser oferecidos a preços competitivos. Por outro lado, a expansão de redes de delivery e de lojas físicas como a Mixue pressiona os vendedores a melhorar a experiência de compra, investir em diferenciação de produto e adaptar preços ao custo logístico ainda em desenvolvimento no país.
Fontes
- UOL Economia — Além das blusinhas: de carro a sorvete, China invade consumo brasileiro (19/09/2026)
Resumo escrito pelo Julio Flores Apps a partir das fontes acima, conferidas em 20/09/2026. Não temos ligação com as empresas citadas.